A pré-candidata a deputada federal Quécia Reis (Missão) foi entrevistada no Podcast Política In Foco, exibido pela Band, onde fez duras críticas à gestão pública na Bahia e no Brasil, além de defender mudanças profundas na segurança pública e no sistema prisional.
Durante a entrevista, Quécia Reis afirmou que a Bahia vive um colapso administrativo, especialmente nas áreas de saúde e segurança pública. Segundo ela, o modelo atual da saúde estadual é desumano e ineficiente. A pré-candidata condenou o funcionamento das UPAs e defendeu uma reestruturação completa da rede de urgência e emergência, além do fim do sistema de regulação, que classificou como “Regula Morte”.
Na avaliação de Quécia, o governo de Jerônimo Rodrigues reproduz práticas perversas herdadas do PT, aprofundando o sofrimento da população baiana. Ela também criticou duramente o governo federal, afirmando que o presidente Lula não reúne mais condições políticas e morais para permanecer no cargo.
“Em um país sério, ele estaria preso”, disparou.
A pré-candidata também comentou o escândalo envolvendo o Banco Master, que, segundo ela, atinge membros do STF, do Senado, da Câmara dos Deputados e do próprio governo federal, incluindo o presidente da República. Para Quécia, o episódio evidencia o grau de aparelhamento e corrupção das instituições brasileiras.
Segurança pública e sistema prisional
A segurança pública é uma das principais bandeiras do partido Missão e, consequentemente, da pré-campanha de Quécia Reis. De acordo com a entrevistada, o sistema prisional brasileiro falhou completamente ao não ressocializar os apenados e ao permitir que criminosos reincidam com facilidade.
Entre as propostas defendidas por Quécia estão:
Penas mais duras para crimes graves;
Fim das audiências de custódia;
Extinção das saidinhas;
Trabalho obrigatório para presos;
Encarceramento em massa como forma de conter a criminalidade.
Para crimes considerados hediondos, como homicídio e latrocínio, Quécia Reis defendeu a adoção da pena de morte, afirmando que o Estado precisa agir com firmeza para proteger o cidadão de bem.
Segundo a pré-candidata, sem uma reforma profunda do sistema penal e do modelo de gestão do Estado, o Brasil continuará refém da criminalidade, da corrupção e da incompetência administrativa.
Por Marcelo Santtana e José Augusto Maciel









