Pré-candidato a deputado estadual defende unificação do passe livre, readequação da Lei de Cotas e ampliação do acesso a cadeiras de rodas
O advogado e ativista Tiago Cadeirante participou nesta terça-feira (7) do podcast Política in Foco. Firme e contundente como de costume, Tiago — que se autodeclara de extrema direita — não poupou
críticas aos seus adversários políticos.
Durante a entrevista, o candidato afirmou que. “uma chapa formada por Rui Costa, Jaques Wagner e Jerônimo não é uma chapa, mas uma desastre para a nossa Bahia ”.
Ativista da Pessoa com Deficiência (PCD), Tiago destacou a falta de acessibilidade em Salvador e no interior da Bahia, ressaltando também as dificuldades enfrentadas no transporte público da capital. Segundo ele, há despreparo de motoristas e cobradores para operar os elevadores dos ônibus e lidar com o público PCD, o que reforça a necessidade de políticas mais eficazes de inclusão e capacitação.
Questionado sobre a presença de candidatos oriundos da esquerda que agora buscam disputar eleições pela direita, Tiago foi incisivo:
> “Aproveitadores, abutres carniceiros esperando a morte de Bolsonaro para se satisfazerem da carniça.”
Ele acrescentou ainda que “Bolsonaro não é somente um homem, é uma bandeira que cada brasileiro traz dentro de si”.
Ao tratar de suas propostas, Tiago defendeu a unificação do passe livre, que atualmente é dividido em três categorias — interestadual, intermunicipal e municipal. A ideia é simplificar o acesso ao benefício, reunindo todas as modalidades em um único sistema.
O candidato também propôs a readequação da Lei de Cotas, que obriga empresas com mais de cem funcionários a contratar pessoas com deficiência. Segundo ele, há diversos municípios sem empresas de grande porte, o que inviabiliza o cumprimento da norma.
Por fim, Tiago defendeu a extensão da idade para a concessão de cadeiras derodas monobloco — hoje limitada a pessoas de até 50 anos. A proposta prevê que apenas um médico possa determinar a necessidade ou não do equipamento, independentemente da idade.
Por Marcelo Santtana e José Augusto










